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Amiga: vamos lutar por ouxilio doença aposentadoria e pensão se não lutarmos não tem jeito, de nos ninguém tem compaixão vamos ver nossos direitos agir com mais perfeição sabemos que ninguem é perfeito, mais não queremos mas sujeição E para toos os efeitos Vamos nos dar as maõs Quem sizer que está satisfeito E procurar solução

Mulheres da roça não tem medo tem que na roca da trabalhar sai para o trabalho muito cedo só a noite que vai voltat isso não é segredo não adianta reclamar Seus filhos coitadinhos não tem com quem ficar, que por certo ficam sozinos, A sua mãe esperar

eles não tem brinquedos ela não tem como comprar

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Mulher da roça é sofrida e a família também trabalha por um prato de comida para sustentar os filhos que tem E vive enfraquecida mais precisa ir além vive uma vida oprimida sofre como ninguém quem imagina sua vida ela não é importante só trabalha na corrida E não queixa pois a outros não convém

Amigas: na política o deputado com oito anos pode aposentar. pois seu trabalho é honrado ninguém pode imaginar seu serviço é forçado, o sol lhe faz castigar, porque o ar refrigerado lá não tem como instalar e nos como malvados deles vivemos a reclamar Por não saber que o coitado o aluguel fica atrasado, por não ter como pagar

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Amigas: Já falei do Deputado, quero falar também da Câmara do Senado que culpa nisso tem, porque lá só é votado o que a eles convém o eleitor é obrigado de viver como refém

Amigas: vamos lutar sem liderança com firmeza e fervor caminhar com esperança e mostrar nosso valor exigir nossos direitos com segurança isso não é nenhum favor batalhar na confiança de sermos vencedor por mulheres e crianças o homem, velhos e sofredor

Escrito para o dia do encontro de mulheres do dia 21 de abril de 1996. Por leonila Pricila da Costa Pontes Bairro do Quilombo Abobral Margem Esquerda

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Lamento para um Rio

Rio, Ribeira, meu rio querido, de beleza maternal Hoje triste magoado aborrecido, por uma tristeza sem igual Foi nosso primeiro meio de transporte Mais nem tudo está perdido Vamos lutar contra o mal Venceremos! pois unidos somos fortes.

Rio, Ribeira, suas margens, encontro preferido para despedidas, de quem teve que lhe deixar, os muitos filhos queridos, que nessa hora lágrimas fizeram derramar Hoje, com ameaças de ser destruído, com força vamos lutar. É o nosso prometido, E a sua alegria há de reinar Será grande covardia Nesta hora nos lhe abandonar

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Não quero sua beleza alagada, como muitos rios acabou com águas reprezadas Que o homem e a ganância exterminou Lutam contra ti, e aos pobres fazem ciladas matam a fauna e a flora, que nunca mais brotou Dizem que são obras bem realizadas, muitas vezes ao contrário Deus provou, que por mais que seja bem plantada Deus em minutos derrubou

Guaira ou Sete Quedas, quem ainda a ela conheceu umas das maiores beleza do Estado do Paraná Hoje com á agua e destruição ela desapareceu. Só agua existe lá Com a barragem de Itaopé a salto desapareceu Só destroem o que de belo existe Que a mão de Deus criou Mas a prova agora rexiste Chega! muito aqui já se explorou.

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